Vieira, a Freguesia Bastarda do Concelho da Marinha Grande.
Na última Assembleia de Freguesia da Vieira disse isto:
Na diversidade, no confronto
da democrática diferença, na absoluta liberdade de expressão e na inquieta
paixão e procura pelo nosso futuro coletivo.
Todos vós, são e representam
isso mesmo:
a inquieta paixão
na busca pelo nosso futuro.
De cada vez que uma qualquer
Moção aqui é lida, discutida e aprovada por Vas Exªs, ainda mais por rara
unanimidade, tal facto reveste-se de bastante seriedade, porque:
É a Vieira que fala.
E, nessas raras circunstâncias,
… fala, a uma só voz!
Caso essa Moção não seja
merecedora de um simples ‘acuso de receção’ ou uma breve resposta, para mim
significa o absoluto desrespeito e desprezo pela democrática vontade popular de
todos os vieirenses, que responderam à chamada da democracia e foram votar nas
últimas eleições autárquicas.
Ninguém, nem sequer um
Ministro, Primeiro Ministro ou Presidente da República se encontra acima de
todos e cada um de vós na luta pelos interesses da Freguesia que representam.
Nada nem Ninguém está acima
de Vós na legitima defesa do povo da Vieira e dos seus interesses coletivos.
Alguém da Vieira tem
obrigação de dizer o que seguidamente vou deixar dito. Já que quando o Sr.
Presidente Ferreira se gaba, olhando para uma qualquer folha de excel, de cada
vez que é confrontado com a ausência de projetos e obras da sua
responsabilidade na nossa freguesia, ninguém lhe diz nada. Na cara. Que é como
tudo deve ser dito. Nem sequer o único Vereador eleito pela minha freguesia o
faz nem tem feito.
Então vejamos:
De todas as obras que
menciona habitualmente, NENHUMA é ou foi resultado da vontade deste triste
Presidente nascido em Pataias. Nem da vontade do executivo em funções a que
preside. N E N H U M A!
Ou já se encontravam em
curso, ou a respetiva adjudicação já estava concluída ou, por exemplo, no caso do
‘Centro Interpretativo da Arte Xávega’ que foi pago a 85% por fundos
comunitários e já tinha o projeto concluído e a candidatura aprovada no mandato
anterior, tendo prazo de execução condicionado. Não pode, portanto, dizer
porque é mentira, que alocou a este projeto dinheiros camarários (½ milhão de
euros). A mentira não fica bem a ninguém, muito menos a um Presidente de Câmara!
Quando a instalação de
moloques ou o arranjo de sanitários públicos na praia da Vieira é notícia,
estamos conversados acerca da completa falta de perspectiva deste
executivo municipal. Sem visão, sem plano, sem nada, sem uma réstia de futuro
de curto, médio e longo prazo. O vazio absoluto. É isso que tem sido para o
Concelho e para nós, nesta freguesia, … por arrastamento, por completa ausência
de planeamento, falta absoluta de ideias e má vontade pura e dura.
Com o Presidente Ferreira, tudo
é, porque assim tem sido, a plena e abastardada mediocridade.
Quando se mencionam os arranjos
de ruas como a rua da Serraria e a rua Adelino Gouveia Pedrosa só pode desconhecer
por completo do que fala. Ruas que, conjuntamente, têm mais de 1 Km de extensão,
tendo sido restaurados apenas 12 metros em ambas, conjuntamente, apenas por
ocasião das obras do Jardim dos Pequeninos ……… arranjo esse realizado como
compensação pela área oferecida ao domínio público por essa nobre Instituição;
pergunto, este Presidente de Câmara “quer enganar quem?”
Será que para o Senhor Presidente
Ferreira, nós vieirenses somos assim tão distraídos e estúpidos?
Não, não somos!
Houve uma reportagem no Semanário
‘Região de Leiria’ acerca da possibilidade desta freguesia retornar aos
domínios administrativos da Câmara de Leiria como sempre tinha sido até ao
princípio do Século XX.
O que disse, na altura, a 27
de fevereiro de 2022, o nosso inefável Presidente Ferreira, acerca dessa possível
alteração administrativa, ou seja, deixarmos de fazer parte do Concelho da
Marinha Grande?
“Não tenho opinião!”
Penso que esta frase com apenas
três palavras diz tudo acerca deste homem que tivemos o azar de ter,
momentaneamente, como Presidente do nosso Município.
Não tem opinião acerca da nossa
freguesia continuar ou não a ser e a pertencer ao Concelho que ajudamos a
fundar.
Não tem opinião … Infeliz.
……….. Infeliz homenzinho!
Que Deus o ajude a pensar, a
sentir e a saber representar todos os que democraticamente nele votaram e que
pela força da democracia tem obrigatoriamente de saber dignificar.
O Senhor Presidente Ferreira,
nem opinião tem se devemos ou não continuar a fazer parte do Concelho da
Marinha Grande! Desculpem a franqueza, mas este senhor, natural de Pataias, não
tem noção do que disse …
Ou então, … tem noção do que
disse.
Em ambas as possibilidades,
estamos conversados!
Este Presidente, nascido
fora dos limites do nosso Concelho, não tem a mínima noção do lugar que ocupa …
Esta é que é, infelizmente,
a mais absoluta verdade.
A Vieira aparece como
comunidade no século XIII, há OITO séculos, portanto. Oito séculos.
É um pouco mais que uma década. Pelo menos, é o que me parece, assim, de
repente. Cinco séculos a mais que o Lugar da Marinha.
Merecemos respeito, nem que
seja pela nossa antiguidade, valor cultural, histórico, económico,
antropológico e pelo superior valor de quem tem e sabe ter a importância de se
ter memória. Chegamos a ser a freguesia mais rica do Concelho de Leiria por
décadas e décadas.
Por aqui saiu a madeira para
as Caravelas quinhentistas. Por aqui passou Jaime Cortezão, Aquilino Ribeiro,
José Saramago, Alves Redol, Eça de Queiroz, José Loureiro Botas, António
Vitorino, Afonso Lopes Vieira, Virgílio Guerra Pedrosa entre muitos, muitos outros.
Vieira, terra de poetas, de
trabalho, de dor e de sofrimento.
Vieira, terra que merecia
outro Presidente de Câmara.
Culto, verdadeiro, inteligente
e preocupado.
A Marinha Grande e as suas 3
freguesias merecem tudo. Menos a completa ausência de sonhos concretizados,
porque sonhados pelo povo que os sustenta.
E não por esta gente que por
cá tem andado. A fingir que nos governa, que nos pensa e que nos sabe sonhar,
porque de absolutos incompetentes se têm tratado todos eles.
Incompetentes, autoritários, mentirosos, incapazes e absolutamente irresponsáveis.



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