A propósito de nada nem de coisa nenhuma.

 


Bastaram-me ontem duas fotografias no facebook de dois jovens vieirenses, para me 

recordar imediatamente que sempre detestei ‘paus mandados’. 

Tenebrosos seres, porque sabujos, oportunistas e profundamente falsos. 

Todos eles! Os 'paus mandados', evidentemente. Claro que não me refiro àqueles jovens promissores da minha terra, como é óbvio! Foi apenas uma 'lembrança' minha sem qualquer significado digno de monta. Nem sei porque me lembrei dessa fauna dos chamados 'paus mandados'. Só que, um 'pau mandado' sempre é um 'pau mandado', fiquei a pensar. 

Para além destas invulgares qualidades, essa gente normalmente evidencia também uma enorme ambição. 

Nestes ambientes ‘evitáveis’ para qualquer pessoa de bem, imperam poucos ou quase nenhuns cérebros. Controladores, maquiavélicos, estranhas e sinistras figuras que tudo sacrificam a uma qualquer 'causa', logo a começar pelos mais elementares princípios que sempre apregoaram possuir, mas que nunca souberam interiorizar nem praticar. 

Depois, existem, e existem em abundância, os chamados peões de brega. Aqueles infelizes que põem em prática as estratégias previamente delineadas pelos poucos ‘cérebros’ de serviço a tão 'inusitada causa' ou 'causas'.

O que se está neste momento a passar por perto é patrocinado por algumas (poucas, é certo) cabeças distorcidas e extremamente perversas. Conquistaram facilmente alguns imbecis, alguns incautos, todos os vendidos desta e doutras vidas e ainda aqueles que com uma ambição absolutamente desmedida se juntam sempre aos que sentem vir a ser os ‘putativos vencedores’, dentro do seu conceito de vitória, de derrota, de vencedores e de vencidos.

Que nomes se escondem ou neste caso, se estão a esconder, atrás de outros nomes?

É tudo opaco. Como os próprios 'escondidos nos arbustos desta vida' também são. 

É a cobardia torpe daqueles que sempre preferiram recolher-se atrás dos biombos.

Tudo isto me fez lembrar um dos maiores cobardes da história da segunda guerra mundial ... 

Quando Chamberlain regressou a Londres com um papel assinado por Hitler e por ele próprio (o famoso pacto de não agressão), Churchill confrontou-o no parlamento inglês com a seguinte pergunta:

“Entre a desonra e a guerra, optaste pela desonra e vais ter a guerra!”

Quem preferir fingir que nada se passa, tal como Chamberlain fez em 1939, pois que prefira.

Depois, que ninguém se sinta admirado com o resultado óbvio. 

É verdade, já me estava a esquecer: Churchill e todos os seus aliados venceram essa guerra. Como acontece sempre quando se está do lado da justiça, da liberdade e da razão.

Depois não digam que não aprenderam com a História.

Tristes!


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