Marinha Pequena.
Acabei só agora de lavar a louça suja que acumulei durante
uma semana inteira, simplesmente porque estive sozinho cá em casa. Tenho a
máquina avariada e, ainda não tive pachorra para a mandar arranjar.
Fui às compras para o almoço de amanhã.
Sopa de bacalhau.
Até tive de encontrar os coentros bastante longe. Nem no
Continente, Intermarché e afins.
Retenham este nome: ‘Sopa de Serrador’. Sempre foi um dos
principais pratos feitos por um puto qualquer que acompanhava os serradores.
Ia alguma desta gente serrar para a região da Galiza. E, como
esta refeição era de confeção barata e ‘substancial’: bacalhau, batatas, ovo,
pão duro, azeite, alho e coentros, era e sempre foi a sua ‘ementa’ favorita,
necessária e por decorrência lógica, recorrente. Barata, com diversos alimentos
e por isso bastante ‘forte’ para aquele pessoal que usava principalmente os
músculos para sobreviver naquela profissão tão ou mais dura que a pesca na
praia da Vieira.
Muitos anos antes de existirem ‘vidreiros’ que agora a
reclamam como sua.
Coisas dos gajos da Marinha, que na falta de estória a
inventam. Ou ainda a vão procurando inventar. Como se a sua estória não fosse
riquíssima. Aquela estória que uns fingem ignorar, já outros a desconhecem,
apenas e só porque assim gostam de proceder.
Há sempre uns ilustres ‘historiadores’ naquela freguesia que
tudo afirmam como verdadeiro e claro incontestável. Tipo Gabriel Roldão ou o
depositário dos arquivos do Padre Lacerda e consertador de relógios, Herminio
de Freitas Nunes.
Dois petulantes.
Mas, estava eu a dizer, que sempre ouvi dizer nesta santa casa
que: “hoje é sopa de bacalhau”.
Prometi ao meu João e à Helena que será esse o almoço amanhã.
Ambos a adoram. Porque primorosamente feita por mim, pelo menos gosto de assim
pensar.
Esmerei-me nas compras. Até o bacalhau é Riberalves. Do
melhor que há.
O parvalhão do Paulo Vicente não quis responder ao convite
para cá vir almoçar. Melhor e mais bacalhau ficará para nós.
Não me apetecia nada ir-me deitar, logo depois de um trabalho
longo na minha cozinha sem escrever uma coisa que me foi atormentando durante
todo o dia:
Tal como a sopa de bacalhau, a Vieira sempre foi composta por
gente simples, pragmática e inteligente.
Por isso tem uma piscina municipal de 25 metros. Aceitamos o
projeto, a sua localização e as suas valências. E, já produzimos campeões
nacionais!
Aceitamos o projeto do IDV, que hoje tem o maior ativo imobiliário
de entre todos os clubes do distrito de Leiria.
Nunca conhecemos crises de direção nos Bombeiros que usufruem
do melhor quartel do distrito. Num terreno localizado longe do centro da freguesia.
Temos as instalações da nossa Junta de Freguesia muito
superiores a muitas Câmaras Municipais deste país.
O mercado foi há anos, mais de quarenta, pensado para algumas
centenas de metros do centro onde funcionou durante séculos.
O que fizeram os Vieirenses? Aceitaram a nova localização. E,
… já houve duas enormes obras de modernização e hoje é um espaço adequado às necessidades
de todos os que o frequentam.
O que acontece na Marinha?
Nada.
Ninguém está de acordo com ninguém.
Desde a localização aos projetos, ninguém
daquela gente concorda com nada.
Conclusão: não têm estas valências e depois dizem: “é tudo p Vieira”.
Muitos exemplos poderia eu agora elencar. Sinceramente, não
vale a pena.
Os marinhenses, que de burros nunca tiveram nada, têm ou vão
tendo, na sua maioria, uma característica comum: são invejosos, demagogos e
incompetentes com a satisfação das suas necessidades. E, neste contexto,
ninguém está isento de culpas. Quero dizer, nenhum partido ou ‘ajuntamento dos
ditos independentes’, como por exemplo terem perdido 1.800.000 € para a
construção do terminal rodoviário da MG no Parque da Mobil.
Parece que para esta gente e para os comunistas claro, aquele
não era o local adequado. Então e passados 3 anos, qual é o local alternativo e
quais os fundos europeus a que se podem candidatar?
Pois é!
Incompetentes!



Escreves muito bem, mas não era preciso ofender ninguém.
ResponderEliminarQuanto aos coentros, tivesses pedido ao parvalhão do Vicente, que ele tem bons.
Em relação aos Vieirenses e Marinhenses ☆☆☆☆☆.