Nove décadas ininterruptas.
Trago em mim muitas, mesmo muitas, comemorações de
aniversários da Biblioteca de Instrução Popular.
A muitas coisas assisti, ajudei a promover e a contribuir
para todos os primeiros de dezembro que vivi por dentro. E fizemos ´coisas´
absolutamente extraordinárias algumas, impossíveis outras e completamente inesperadas
outras ainda. Editamos dois livros, um CD, fizemos múltiplas conferências, uma
agenda cultural para um ano inteiro, preenchida de múltiplas atividades, sei lá
quantas mais foram as temáticas que abordamos, abrimos as portas novamente aos
vieirenses que se inscreviam às centenas num jantar de aniversário.
Contudo, não trago memória, de ter assistido a um
aniversário como este.
Dos 90 anos.
Foi em poucas palavras, aconchegante, carinhoso,
profundamente íntimo e, … apenas nosso. Intimista, familiar e totalmente
surpreendente. Pelos melhores motivos.
Foi uma comemoração que se caracterizou pela enorme
qualidade, pela ternura e pelo enorme orgulho de termos uma Associação exemplar,
no que concerne aos seus valores primeiros, que se mantêm atuais. Valores que
encerram uma forma de solidariedade ímpar, uma procura de conhecimento, de
modernidade e da liberdade que o conhecimento permite alcançar.
Apenas o conhecimento nos pode libertar.
Os fundadores desta casa sempre perceberam isso, desde os
estatutos, ao lema e até ao hino.
Felizes somos nós, vieirenses, que temos uma casa destas,
que ultimamente, voltou a acertar o azimute e regressou ao horizonte certo.
Parabéns Biblioteca, que te reencontraste.
Parabéns Catarina, Raúl, João Luís e Quim Gouveia.



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