Lucas 21: 2-4
Numa sociedade cada vez mais polarizada, a proliferação de
argumentos eivados de ódios e ressabiamentos tornaram-se manifestações constantes
de certos opinion makers.
A Marinha Grande, Concelho com 42.000 habitantes, vai
evidenciando um ódio crescente a tudo o que mexa.
Não me irei deter sobre isso, até porque não importa. Nem os
comentários e muito menos os autores dos mesmos.
Já por aqui o disse com manifesta abundância que a Marinha é
uma terra singular no que à decisão de obras, opções e eventos públicos
significam. O estar do contra não é de agora. É antigo. Com dezenas de anos.
Assim se justificam atrasos imperdoáveis na gestão da coisa pública.
Gostava de enaltecer, no entanto a outra vertente municipal,
que é a riqueza, incomparável do seu movimento associativo.
O Grupo de rock icónico ‘Xutos e Pontapés’ ofereceu um
espetáculo aos marinhenses. Entendeu a autarquia, e bem, dirigir o produto da
venda de bilhetes às 6 associações que registaram os prejuízos mais elevados
com a tempestade do passado dia 28 de janeiro.
Para qualquer pessoa com bom senso, até aqui tudo bem.
Curiosamente o único recinto com condições para que se procedesse à cobrança
dos mesmos foi a Associação da Comeira, coletividade não incluída no grupo das
seis a contemplar com o produto da venda dos ingressos. Curiosa e bastante
digna atitude.
O recinto, a publicidade, a aceitação de diversos artistas
locais também aconteceu, proporcionando 2 dias de festa, com tasquinhas de qualquer Associação concelhia.
Organização exemplar.
Venderam 1650 ingressos a 15 euros cada.
Como não podíamos ir, adquirimos 2 bilhetes.
A receita foi de 24.750 €, o que permitiu atribuir 4.125 € a
cada coletividade.
Gostava de publicamente deixar um registo público deste sucesso.
No lar da Vieira, que foi oferecido por um casal de
vieirenses residentes em Angola existe uma frase, que sempre odiei: “Os que
podem aos que precisam”, com o nome dos respetivos benfeitores.
Estas coisas, fazem-me sempre lembrar uma passagem bíblica,
transcrita no evangelho de São Lucas 21: 2-4 “Viu também uma viúva pobre, que
pôs ali duas moedinhas de pouco valor. Então ele disse: — Eu afirmo a vocês que
esta viúva pobre deu mais do que todos. Porque os outros deram do que estava
sobrando. Porém ela, que é tão pobre, deu tudo o que tinha para viver.”
Quanto ao resto, nada a acrescentar.
E que viva a Marinha Grande e as suas Associações.
Parabéns a todos.

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