Trump, o Calígula do segundo quartel do século XXI.
“Das poucas fontes sobreviventes sobre Calígula e seu
reinado de quatro anos, a maioria foi escrita por membros da nobreza e do
senado, muito depois dos eventos que eles pretendem descrever. Na parte inicial
de seu reinado, ele é dito ter sido "bom, generoso, justo e com espírito
comunitário", mas cada vez mais autoindulgente, cruel, sádico,
extravagante e sexualmente pervertido depois disso; um tirano insano e
assassino que exigiu e recebeu adoração como um deus vivo, humilhou seu senado
e planejou fazer de seu cavalo um cônsul. A maioria dos comentários modernos
busca explicar a posição, a personalidade e o contexto histórico de Calígula.
Durante seu curto reinado, Calígula buscou aumentar o poder
pessoal irrestrito do imperador, em detrimento de outras forças dentro do
principado” in
Wikipédia
Ninguém aprende com a História.
Ou, se aprendeu, permanece surdo mudo e quedo, como sempre
convém a todos os vassalos do sistema e do jogo do poder.
Trump é uma personagem. Um psicopata, com agenda e uma forte
entourage a quem serve e que se serve dele.
Com semelhanças incríveis com o imperador romano Calígula,
terá, um breve reinado de poder absoluto. Digo isto, porque apesar de tudo, a
política faz-se, como disse o PM canadiano brilhantemente, com valores.
Os cinzentos da história sempre dominaram a cena e os
cenários.
Não há maior poder que o poder dos bastidores da intriga, do
cinismo e da hipocrisia. Só que isso, a prazo, não paga.
Um político imortal depara-se com momentos decisivos.
Difíceis e extremamente arriscados.
Foi assim com Churchill, com Mário Soares no PREC, com Álvaro
Cunhal na ditadura, com Sá Carneiro na fundação do atual regime.
Esta Europa de vassalos, com o inenarrável António Costa e Ursula
von der Leyen à cabeça, Macron, os partidos de extrema direita que convocaram,
todos eles, um divisionismo doméstico balofo, deixaram que a grande e velha
Europa se tornasse num monte de coisa nenhuma.
Temos como enormes líderes da decência e da visão, um velho
de 80 anos no Brasil, o PM do Canadá e, pasme-se, a Inglaterra. Sim, a
Inglaterra do Brexit, logo após aquela receção ridícula do Rei Carlos III a
Trump e aos trumpistas.
Tenho alguma fé no Senado americano e no Congresso.
Só falta mesmo a Trump, nomear um cavalo para Senador nos
EUA.
Só lhe falta isso.
Tal, nunca acontecerá.
Por cá temos um verme de Primeiro Ministro que entre duas
opções tão claras, prefere o colaboracionismo.
Um canalha.
Sem princípios, sem propósito e sem qualquer ideologia que o possa sustentar.
Até Cavaco se vai demarcar deste sinistro estado de coisas.
Como disse um dia o surrealista O’Neill de origem
dinamarquesa:
“Ó Portugal, se fosses só três sílabas”.
Estamos entregues aos
bichos é verdade.
Nacional e internacionalmente.
Mas ainda acredito que o sol nasce todos os dias e que o futuro
será melhor.
Talvez seja ingénuo ou otimista.
Isso não sei.
Prefiro pensar assim.
Talvez seja uma defesa.
Não sei.



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