Partido Comunista Português.

 




Muitos comunistas conheci eu na vida.

De quase todos fui muito amigo.

Na Vieira.

Dos velhos.

Insubstituíveis todos eles.

Respeitáveis e corajosos.

Amigos do meu pai.

Todos eles.

E ele deles.

Até ao seu fim.

O Zé Moleiro, o Manel do Cais, o João Faustino, o Armando Filipe, o Tótas. Todos Amigos do meu velhote. Só resta o grande Armando. Provavelmente o mais brilhante de todos.

O Álvaro Cunhal era vivo nesses tempos. Talvez fosse por isso, não sei, mas os tempos apesar de duros, muito duros e agrestes entre socialistas e comunistas eram outros.

Talvez mais claros, porque claras eram as diferenças e as aproximações.

Agora?

Vivemos tempos de ódios.

Nada mais que isso.

De ódios, mediocridade, oportunismo e vazio.

Passei a noite a ler sites de apoiantes do António Filipe carregados de disparates e excrementos de quem vai votar em branco ou nulo na segunda volta, tal como previ antes de conhecidos os resultados eleitorais.

Estranha forma de estar na democracia.

Odeiam simplesmente.

Não o António José Seguro, mas a sua ‘proveniência’.

Quando me deparo com estas coisas, pergunto-me como foi possível tão sinistro partido, o PCP, ter aceite uma coligação na Marinha Grande. Logo eu que sempre a desejei.

Neste momento, dispensava-a agradavelmente.

Que cada um faça o seu caminho.

Quando convém, convém. Nem que seja por um motivo de sobrevivência. Nessas circunstâncias, já não é o ódio que prevalece, é apenas a conveniência.

Se eu mandasse, dispensava-os a todos para o Comité Central.

A falta que nos fazes a todos camarada Álvaro. Pela inteligência fina e respeitável.

O António Filipe foi uma excelente escolha, mas, como se viu não tinha qualquer hipótese.

O vosso ódio aos resultados de hoje tinha de regurgitar nas redes desta forma?

Não me parece. Só me faz lembrar o Camarada Bernardino Soares a dizer que a Coreia do Norte era uma democracia.

Vocês, por vezes conseguem espantar o maior dos distraídos, como sempre foi o meu caso.

Sou um gajo distraído, mas ficam-me umas coisas aqui e outras ali.

Tenham vergonha. E não alimentem ódios.

Sempre pensei que amavam a Liberdade e a Democracia.

Afinal sempre estive enganado.

Vocês alimentam-se de ressabiamentos com 50 anos.

Os resultados de António Filipe (excelente candidato), ficou-vos bem.

Neste momento podem votar todos nulo, porque não contam para nada.

Foi nisto que o Partido Comunista Português se tornou.

Totalmente insignificante.

Agradeçam a vocês próprios.


"Votei no António Filipe. Voltaria a votar no António Filipe uma e outra vez. Não me arrependo. Tenho dignidade. Comigo não brincam. Nas legislativas votarei CDU. Bem como nas autárquicas votei CDU. Votarei sempre assim enquanto houver eleições e estiver capaz de o fazer.

Se algum dia precisarem de mim para fazer a revolução portuguesa, já não sou novo mas ainda podem contar comigo para algumas coisas. Posso albergar camaradas que precisem de ficar recuados no estrangeiro, dar o meu apoio e colocar algum saber que tenha ao serviço da revolução. O mais provável é que isso só aconteça para outras gerações futuras, não para nós que aqui estamos. Até lá vamos continuar a luta com as armas que temos, nos sindicatos, nos serviços, nas fábricas e nos campos.

Agora votem no António José Seguro, pois "o sol também entra nas latrinas e nem por isso se suja". Todas as armas são lícitas, mesmo as eleições burguesas. No entanto, sem nos afastarmos, nem nunca perdendo de vista a moral comunista."

Carlos Roberto.

entre centenas de outros comunistas respeitáveis deste secular país. Obrigado por serem quem são. Todos uns trintões de trazer por casa.
Grande partido este que produz tão estranhos democratas.
Hoje, ninguém precisa de vocês para nada. Só que, pelos vistos, não aprenderam nada com a história, nem respeitam o mais nobre valor que é o da democracia, todos os ditos democratas fossem como vocês, brevemente estaríamos todos presos às mãos de todos os Venturas desta vida.

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