Editorial.
Penso dever replicar excertos do último
editorial do JMG, porque retrata com elevada lucidez os tempos que vivemos no
nosso concelho.
Uma análise bastante clara do
futuro que todos desejamos ver consolidado nos próximos dez anos de governação
autárquica. Sem tibiezas e ausência de ambição.
Merece que todos os marinhenses o
leiam e reflitam depois disso.
Aqui deixo alguns parágrafos.
Parabéns à direção do jornal.
“Marinha Grande: uma cidade em
transição
O futuro da Marinha Grande decide-se agora: entre assumir sem
medo a sua identidade industrial, empreendedora e florestal, ou deixar que a
inércia a reduza a dormitório. Esta década dirá se o concelho consegue
transformar obras, orçamento e memória em projeto de cidade, ou se continuará
preso a ciclos curtos, discussões miúdas e oportunidades perdidas.
…
Poucas cidades em Portugal têm uma identidade tão marcada
como a Marinha Grande: o vidro, a floresta, o trabalho operário, a ligação íntima
entre o saber fazer e pertença.
…
Há uma geração inquieta que exige trabalho qualificado,
cultura viva, espaços para criar e empreender, uma relação diferente com a
floresta e com o mar.
O futuro da Marinha Grande joga-se também aqui: na capacidade
de conciliar proteção do património natural com turismo sustentável, desporto
ao ar livre, educação ambiental e novas formas de trabalho ligados à
bio-economia e à transição ecológica e digital. A próxima década será,
provavelmente, a mais importante da história recente da Marinha Grande. (…) o
concelho tem tudo para ser exemplo de reinvenção – ou caso de estudo de
oportunidade perdida.
Porque o verdadeiro risco da Marinha Grande não é falhar uma
obra ou atrasar uma inauguração: é habituar-se à ideia de que não merece mais
do que isso. E essa, ao contrário das contas públicas, é uma falência que não
se corrige com uma revisão orçamental, mas com um sobressalto cívico que ainda
vai a tempo de acontecer.”
Editorial do JMG, 22 de janeiro de 26



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