A Comunicação do Município.
Disse-me um profissional de comunicação a semana passada que
excesso de notícias, não é informação, é ruído.
Na página de Facebook da Câmara Municipal da Marinha Grande,
desde um de janeiro até hoje, dia 21, contabilizei 101 publicações.
Uma média de 4,8 posts/dia.
Retirando a ausência do ‘culto de personalidade’ que se
verificou no mandato anterior, tudo se encontra na mesma.
Agora até a cedência de um trator por parte do ICNF é digno
de nota pública.
Existem notícias repetidas, por vezes à exaustão.
Pergunto:
Têm alguma estratégia de comunicação ou basta o enchimento de
chouriços?
A conclusão de um passadiço numa praia é notícia porquê?
A limpeza de ervas e alcatroamentos de ruas com massa asfáltica
é notícia importante desde quando?
Penso que as informações de manifesto interesse
público, como os avisos de estados do tempo invulgares, atividades culturais, desportivas e associativas, deveriam também ser compostas por assinaturas de protocolos de
relevo, obras públicas de dimensão, abertura de concursos dessas mesmas obras,
real state do município (como o encontraram em finais de outubro, com a
respetiva documentação que o comprove).
A comunicação institucional não se deve confundir nunca com
uma tripa de porco lavadinha e uma bacia de carne, gordura e demais temperos
para se encher, atar e pôr ao fumeiro. Que é o que tem acontecido.
Enfim, é a minha maneira de ver as coisas.
Sempre preferi a qualidade em detrimento da quantidade saloia
e necessariamente medíocre.
Não é assim que se faz a diferença e se constrói o futuro.
Qualquer dia se aparecer um pato morto no parque da cerca, lá
aparece nas redes oficiais do município, com fotos abundantes do estado do
cadáver dessa nobre ave.
Opções.



Comentários
Enviar um comentário