Presidenciais. 2º capítulo. O Cabeça de Ananás.
Vou aproveitar um texto de Alfredo Barroso acerca da postura
desse enorme socialista, lic. em Direito, porque nunca e por 3 vezes, conseguiu
passar no exame à Ordem, quanto mais ter tido um patrono para o indispensável
estágio que o transformaria em advogado. Deveria hoje ser jurista numa repartição
publica a escrever ‘pareceres’ inconsequentes e tímidos, mas refugiou-se no PS
que o acolheu aquando da sua histérica contestação ao aumento das propinas no início
dos anos 90 de 1.200 ESCUDOS/ano para 2.000 ESCUDOS /ano. Um roubo!!!
Daí a ser deputado da Nação foi um ápice, depois
transformaram tão rebelde jovem em eurodeputado.
Apoiou todos os vencedores à liderança do partido assegurando
com isso a sua reeleição na bancada do Partido Socialista. Líderes esses, que
traiu na primeira esquina de oportunidade e manifesta conveniência.
Agora apoia o charmoso Cotrim nas presidenciais. Pois que lhe
faça bom proveito. Deveria era ter a lisura ou a coragem de se
desfiliar do PS. Mas isso já é pedir muito.
Vai acabar mal, como toda esta gente sempre acaba.
Não gosto de o ver com aquele ar superior de suspensórios e
barba de quatro dias a cuspir em todos os comunistas que se sentam à sua mesa
para debates televisivos.
Um malcriado.
Petulante que tem tanto de socialista como eu de adepto do
Futebol Clube do Porto. Mesmo assim, respeito imenso os tripeiros. Pelo mesmo
são iguais a si próprios e sempre souberam defender o seu clube do coração. Sem
traições, sem esquemas e sem hipocrisia.
Este 'cabeça de ananás', como é conhecido nos corredores do PS,
nunca passou nem passará de um merdas.
A palavra a Alfredo Barroso:
“CONFISSÕES DE UM SOCIALISTA DEMOCRÁTICO E «GAULLISTA»
Alfredo Barroso
Esclarecimento prévio: sou socialista democrático no que
respeita à ideologia e à política interna; sou «gaullista» no que respeita à
política externa europeia e atlântica – o que significa que defendo uma «Europa
do Atlântico aos Urais», como a enunciava e queria o general Charles De Gaulle.
De resto, «tirando o PPD/PSD, que nunca teve propriamente
ideologia» - como escreveu no “Expresso” o inefável Sérgio Sousa Pinto, membro
da direcção do PS moderado e fofinho que hoje conhecemos - parece que só
faltava «a grande operação de modernização operada pelo New Labour e pela
chamada Terceira Via, nos idos de 90» (Sérgio Sousa Pinto outra vez), para
despojar em definitivo o PS de qualquer ideologia, e pô-lo à deriva como uma
bússola cujo Norte será sempre representado por uma Direita de braços abertos
(do tipo da telenovela «Bem-Vindos a Beirais») tão moderada e fofinha como o PS
actual.
No texto supostamente justificante do PS «modernizador» de
uma «gigantesca classe média, hoje em declínio», Sérgio Sousa Pinto acha,
todavia, que «talvez seja cedo para um novo consenso unificador, que infunda
esperança na gente do progresso». O que significa que estamos, afinal,
paralíticos e sem tino num limbo político indefinido e intemporal, no qual ele
aproveita para dar cabo do PS velho de meio século, enterrando de vez a
«poderosa esquerda reformista e transformadora do século XX» (chão que deu uvas
mas já não dá) e, já agora, «os nossos grandes mortos» que «idealizaram
soluções para os problemas da sua época» - mas não para esta, em que o Sérgio
Sousa Pinto parece andar um pouco à deriva, mas aproveita e diz adeus, num
golpe de teatro tão pomposo como ridículo, à «colagem» a um Mário Soares que
lhe deu muita corda.
Sérgio Sousa Pinto fala de «bolor» e «decrepitude da esquerda
democrática» com a mesma arrogância com que a direita insulta o PS, não só o
antigo mas também o actual, a que ele pertence. Se ele julga que a direita o
respeita por ele ter andado tantos anos a frequentá-la e a bajulá-la, está
muito enganado. Não, não é com o signo da direita que o PS vencerá. Quanto mais
moderado quiser ser o PS, mais os outros partidos da direita (PPD-PSD) e da
extrema-direita (IL, CHEGA) deixarão de o temer e o desprezarão. O ditado
castelhano da boneca de seda aplica-se-lhe como uma luva: «aunque la mona se
vista de seda, mona es e mona se queda».
Sérgio Sousa Pinto parece adepto da «destruição criativa»,
qual Schumpeter de trazer pelo Rato. Mas, não só Portugal como o chamado
«Ocidente» (que o Estados-Unidos inventaram para efeitos imperiais) parecem
estar bem mais perto de «demolir» democracias e «criar» «democraturas» e
autocracias. Os exemplos não faltam, nos Estados-Unidos, na América Latina e,
infelizmente, na Europa, obcecada por armas, bombas e guerra, para assim fazer
esquecer os sérios problemas internos que afectam, não só cada um dos seus
países, mas também a cada vez mais irreconhecível União Europeia.
Como escreveu António Gramsci: «O velho mundo agoniza, um
novo mundo tarda a nascer, e, nesse claro-escuro, irrompem os monstros».
Campo d’Ourique, 18 de Dezembro de 2025”
Alfredo Barroso



Comentários
Enviar um comentário