Presidenciais. 1º capítulo.

 


Nenhum filho tem culpa dos pecados dos seus pais.

Mas se o velho Armando Teodósio tivesse assinado o decreto-lei para a reabertura do Campo da Morte Lenta do Tarrafal, eu nunca lhe poria flores na campa. Aliás, evitaria ir ao cemitério.

Em 1961, com a eclosão da luta armada em Luanda, por determinação do então ministro do Ultramar, Adriano Moreira, a prisão foi reaberta, passando a designar-se de “Campo de Trabalho do Chão Bom”, e ficou destinada a receber os que em Angola, Guiné-Bissau e Moçambique lideravam os movimentos de libertação anticoloniais e independentistas.”

Mas, como disse antes, nenhum filho, neto ou bisneto tem culpa da amoralidade dos seus ascendentes.

A doutora Isabel Moreira, que respeito como parlamentar, bastante interventiva e lúcida, tem algumas particularidades curiosas.

A primeira de todas é que se diz feminista. Coisa ridícula volvido o primeiro quartel do século XXI.

Só podemos lamentar e lutar pela igualdade de oportunidades e de salários entre géneros.

Nada mais.

Tudo o resto se encontra conquistado. 

Até me admira que não pertença a esse execrável e ultrapassado grupelho que os estatutos do Partido Socialista ainda permitem e que se chama, pomposamente de ‘Mulheres Socialistas’.

Para mim as mulheres são as mulheres e os homens são os homens.

Iguaizinhos.

Ainda mais num partido de esquerda.

Coisa bafienta e sem qualquer sentido. Mas enfim, sempre vai servindo para colocar as senhoras em lugares privilegiados nas listas do Parlamento.

A segunda é que esta notável socialista um dia regozijou-se em plenário que a Ministra da Cultura de então era lésbica. Coisa, de facto notável e digna de menção. 

Lá está, uma mulher é uma mulher e um homem é um homem. 

A sexualidade de cada um não é tema, nem condição, nem propósito.

É o que é.

Foi ridícula.

Agora numas eleições importantíssimas, como desde a eleição de Mário Soares, onde ainda devia andar no colo do seu pai em cartazes do CDS, não entendeu que ao apelar ao voto em Catarina Martins, com toda a liberdade, evidentemente, esquece-se de tudo o que está em causa.

Que a vitória da direita lhe sorria sempre, pariga, como se diz praia.

Que não se esqueça que apoiou o Pedro Nuno Santos, um garotelho, que antes disso apoiou o Costa, uma puta, como se viu.

Porque será que o Seguro vos faz sobressaltar tanto ódio?

Eu, primeiro tinha decidido, como homem livre que sempre fui, votar no António Filipe do PCP, depois dos debates, confesso que simpatizei bastante com o candidato do Livre, só que isto não está para brincadeiras, e só o Seguro que corrigiu e, ainda bem, o tiro, daquele monumental disparate com a entrevista à Ana Sá Lopes do ‘Público’, só ele nos pode salvar desta tristíssima situação.

Mas, para esta deputada do PS, a direita pode ganhar. Agradavelmente.

Depois lá vai ela de biquíni para Cabo Verde, como sempre, com abundantes fotos no Facebook dizer umas coisas acerca da amizade, do amor, do tempo, do vento e do mar.

Olhe, não se esqueça de ir ao Tarrafal e ponha lá uns cravos vermelhos em memória dos marinhenses que por lá morreram depois da revolta do 18 de Janeiro.

Curiosamente no mesmo dia das eleições presidenciais.

Aqui, na Marinha Grande, temos memória.

A doutora, só tem prosápia LGBT e esquerdices de circunstância breve.

Inscreva-se no Bloco. Ou no raio que a parta. 

Em nome da igualdade de género, da democracia e sempre e sempre da Liberdade que parece desprezar. 

Tal como o seu douto paizinho.

(continua)

tenho mais ps(z)inhos para comentar. 

E, infelizmente são tantos!

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