Praça da República, 22.
Nestes sinistros tempos e apesar de não parecer, todos nós
podemos fazer a diferença e tentar contribuir para a construção de um mundo, pelo
menos, mais esclarecido.
Eu vivo numa terrinha de quase 6.000 habitantes. Tenho menos
amigos que gente que não me suporta nem um bocadinho.
Vivo num pequenino concelho, que nem 50.000 munícipes tem.
Pertenci a diversos grupos. Todos por convite. Ao Clube de
Rotários da Marinha Grande, ao GOL, ao Partido Socialista, enfim. Desliguei-me
de todos. Fiquei-me pelas 4 grandes Associações da Vieira, apenas como sócio,
após ter ‘envelhecido imenso’ com 19 anos sucessivos na presidência da minha
sagrada Biblioteca de Instrução Popular.
Recuso fazer parte de listas autárquicas. Vivi mais de 20
anos todas essas lides, sempre dentro das pequenas fronteiras da minha freguesia,
tendo ocupado a nobre função de Presidente da minha Assembleia.
Há cerca de 4 anos, construí este pequeno blog. Nele digo
tudo o que penso e vou escrevendo sem baias.
Atingi meio milhão de leituras espalhadas por dezenas e dezenas de países. Compilei um livreco com 61 dos meus quase 700 textos.
Muitas reações têm havido a algumas coisas que vou deixando escritas.
Não sei se é importante ou não.
Sei apenas que há bastante gente que me vai lendo. Talvez por
masoquismo, não sei.
Concluo apenas que é importante, nestes tempos de enorme
proliferação das redes sociais, devermo-nos socorrer do que se encontra à nossa
disposição para manifestar a nossa opinião diária sobre tudo o que nos cerca.
Essa é a vitória (insignificante) que consegui em 4 anos. Ter
meio milhão de leituras.
É apenas esta 'ferramenta' que tenho à minha disposição.
E, tem valido a pena, porque como dizia o outro: “quem
escreve é para ser lido”.
Nunca gostei de guardar as minhas opiniões em gavetas ou
conversas de café.
Por isso, e só por isso, tem valido a pena. Até porque cafés, dignos desse nome, restam muito poucos na Vieira.
Coisas dos tempos. Também.
Porque um café deve ser um espaço de encontro, de alegria, de saudável e inteligente tertúlia livre.
Restam poucos, para não dizer, nenhum. Agora, nesses espaços, lê-se o Correio da Manhã e fala-se de bola, depois de determinadas horas. Quando não é pior!
Houve um café, nos anos 20 do século passado em que se pensou e fundou a Biblioteca de Instrução Popular.
Agora essa realidade seria impossível.
Mas fácil com troca de mails, abertura de uma página de facebook ou com a construção de um blog com esse objetivo específico.
São este os infelizes tempos em que todos vivemos.
E quem disser o contrário, mente, Ou anda distraído!
Deve ser mais isso. A distração.
A mesma que coloca 60% de votos na direita e na extrema direita.
Tristes tempos estes!



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