Foto Helena Godinho.
Aos ressentidos.
Aos ressabiados.
Aos sem Alma.
A todos os medíocres desta e de todas as vidas.
Aos incapazes de qualquer originalidade.
Aos medianos.
A todos os putrefatos de qualquer sistema, qualquer
comunidade, aldeia ou vila.
Aos que não gostam de quem deles não se alinha ou concorde.
Aos imbecis de todas as latitudes e todos os esconsos
interesses.
Aos vaidosos.
A todos os que não sabem construir sem ter alguém que lhes
construa as ambições, vaidades e ridículas circunstâncias.
A todos os que incapazes são de fazer alguma coisa avançar,
pela força dos seus argumentos, inteligência e vontade.
Aos que apenas perseguem narcísicos objetivos.
A todos esses que entram e nunca largam, porque necessitam de
cínicos aplausos e bajulações.
A todos esses que descaracterizam tudo, numa feira de eternas
vaidades e tristes e efémeros contentamentos.
A todos esses.
A todos os profissionais dos likes ridículos em publicações ainda
mais ridículas.
A esses,
todos esses,
o meu profundo desprezo e distância.
Tenho anos em demasia para os reconhecer a todos, sejam em
que escritos forem.
Já aos outros, que trabalham na sombra dos dias, sem
holofotes, sem microfones nem espavento, a esses a minha mais sincera homenagem
e gratidão.
Já aos que sabem ou souberam construir e disponíveis sempre se
manifestaram estar, em todos os momentos,
a esses sim,
o meu reconhecimento.
Nem que seja por serem quem são.
Autênticos, cultos e indiferentes à mediocridade que por aí vai
grassando.
PS:
Esta imagem foi tirada SEM filtros, como ultimamente tanto se usa na vida, feita de fotozinhas constantes e repetidas à exaustão, pela força das tecnologias do momento e manifesta falta de talento.
Mas eu sou suspeito, apesar de estar a dizer a mais pura verdade.
O uso de filtros, seja de que forma for, cada vez me repugna mais. É que as coisas e as atitudes principalmente, deixam de ter qualquer valor.
Devo ser analógico como diz o meu António que padece do mesmo mal que eu.
Coitadinho do meu menino.



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