Responder ao vazio? Ná.
Depois de certa altura, não há como estar doente. Passei a
receber telefonemas dos putos todos os dias a saber como estou e se já deixei
de fumar. Logo vindo daqueles gajos que fumam todos. Se bem que muito mais moderadamente
que eu.
Sempre segui os enormes exemplos do meu pai, que também
sofria de problemas vasculares e fumava muito.
No seu último mês de vida e com 80 anos, um dia qualquer,
quando me despedia dele e depois de tossir ‘agradavelmente’, só lhe disse (eu
com um cigarro na mão): “ó pai tens de deixar de fumar.”
Depois de acabar de tossir, respondeu-me: “para quê? para
viver mais um quarto de hora?”
As vezes que me tenho lembrado deste episódio, ultimamente. Só que eu ainda não tenho 80 e tenho 3 miúdos incríveis que ainda precisam de mim.
A semana passada, o António disse-me a mim e ao João que
tínhamos de ir à Luz dia 5,ver, nas palavras dele, “os sapos”. Ou seja, o Benfica
Sporting. Eu enviei-lhe uma generosa quantia para comprar bilhetes bons. Passado
dois dias disse-me que era melhor não irmos.
“o Dr. Osvaldo disse-te que não te podes enervar e tu
histérico como és a ver o Benfica ainda morres e lá tem de vir o Otamendi pôr
uma coroa de flores no banco onde morreste. Não vamos.” Isto dito pelo meu
filho mais calmo da ninhada que é muito mais, digamos, ativo que
eu a sofrer pelo glorioso.
Não vamos!
Hoje fui à consulta a Coimbra de cirurgia vascular para saber
que tenho mm de parar de fumar imediatamente e andar meia hora a pé e tomar uma
coisa qq para diluir o sangue e tal.
Os putos telefonaram todos a saber da saúde do velho.
Estes telefonemas sabem-me tão bem.
Mas, também recebi bastantes telefonemas da parte da tarde a contarem-me que
a Senhora Cardoso tinha escrito um lençol de coisas acerca de mim. Houve dois
que até me queriam enviar o texto.
Só lhes disse que não consigo ler nada do que escreve, porque
se encontra bloqueada por mim há meses e não me interessa nada do que possa
escrever. Aliás se a Senhora Cardoso quisesse que eu tivesse lido a sua tese de
doutoramento sobre o Senhor Pedrosa da Vieira, que me tivesse respondido no meu
blog que é uma porta escancarada a textos com assinatura devidamente
identificada. Como não o fez, não deve ter interesse que eu tenha lido tão
augusta prosa.
Caguei.
Não estou a responder. Estou apenas a comentar a desfaçatez
com que se escreve a coberto dos arbustos e também comento quem de uma forma ou
de outra deseja que chafurde na lama.
Quando eu ainda andava de calções e no verão matávamos, eu e
os meus amigos, várias sardaniscas, começávamos, cruelmente, a cortar-lhes o
rabo, que apesar de separado do corpo continuava a “rabiar” agradavelmente. Tal
como, pelos vistos a Senhora Cardoso e o inefável Aurélio.
Já morreram e ainda ninguém lhes disse. Por isso pensam que
ainda se encontram vivos e de saúde.
Quanto aos que me telefonaram, preocupadíssimos, com o meu
bom nome, se os próprios quiserem escrever acerca do que leram, pois que escrevam. Párem é de
utilizar os outros para promover o seu descontentamento ou manifesto interesse
pela futilidade.
Eu escrevo tudo o que me dá na cabeça e assino
em baixo e faço-o com portas abertas no mesmo espaço de liberdade que tantas e
tantas vezes serviu a Senhora Cardoso.
Que seja Feliz, realizada e atinja a serenidade que desejo a
todos, ainda mais nesta quadra de paz.
Feliz Natal e um ano novo pleno de prosperidade e saúde da
boa.
Boas Festas everyone.
PS: Estou mm a falar a sério. Não li rigorosamente nada. Ouvi umas (pouquíssimas) tiradas ao telefone. Só isso.
E, repito, "caguei!"
Eu não comento pessoas, classifico posturas. Só isso. E nada mais que isso Senhora Malesso Cardoso.
Posturas!
Sabes qual é a diferença?
Pois.
Tu és tu e as tuas posturas. São as tuas posturas, os teus valores e o teu enorme exemplo de dignidade recente.
Enxerga-te, rapariga!
A única coisa que tenho por resolver contigo é o enorme arrependimento de ter acreditado em ti, tudo ter feito para que fosses eleita para a CPC da Marinha e tudo ter arriscado por ti um dia - já te esqueceste? - .
Essa é única que coisa que tenho por resolver não contigo, mas comigo. Como se fosse possível um gajo como eu ter coisas por resolver com uma vendedora de tupperwares do Partido Socialista, como esse grupo ao qual ainda pertences sempre foi? As ridículas "Mulheres Socialistas", esse energúmeno conjunto de buscadoras de tachos e prebendas que existem desde tempos imemoriais, que até a minha tia HB, há 50 anos, sempre e para sempre desconsiderou.
Uma mulher é uma mulher e um homem é um homem.
Iguais.
Com os mesmos direitos e as mesmas obrigações.
Não são necessários grupelhos para se fazerem sobressair valores, numa ridícula procura por igualdade de género, para reclamar lugares em listas a deputadas da Nação.
Representam, todas vós, o lixo de um nobre partido que ainda vos acolhe por manifesta cobardia.
São como os rabos das sardanitas, que quando cortados, ainda rabiam, entusiasticamente.
Deus perdoe o Partido Socialista que ainda vos mantém vivas.
Deus perdoe o PS que vos mantém incólumes nos seus Estatutos, que querendo promover a igualdade, se fazem valer da desigualdade, para se fazerem eleger.
Quanto às mulheres que sempre me fascinaram e me atraíram com a inteligência, a dignidade, a cultura, a sobriedade, a calma, o manifesto desinteresse por cargos e prebendas e claro, a beleza, o sublime e a sanidade mental.
O que poderia eu ter por resolver com uma mulher como tu, que não tens nenhuma destas nobres e invulgares qualidades?
O que poderia eu ter por resolver contigo?
És muito pretenciosa.
E nem sequer li o enorme tratado que escreveste sobre o "senhor Rui Pedrosa da Vieira".
Não li.
Disseram-me ontem ao telefone umas frases soltas.
Bastaram-me.
Para não responder ao vazio.
Só te pretendi agora colocar no teu lugar de morta, que é isso que estás. Há muito tempo.
Já agora quem te defendeu ainda a semana passada quando foste injustamente tratada pelo Aurélio na última reunião de Câmara?
Foste tu?
Foi algum Camarada teu?
Foi o "senhor Pedrosa da Vieira", porque eu digo a verdade, porque a minha consciência a isso me obrigou sempre. Nessa altura, não consideraste ser teu dever escrever uma tese de doutoramento sobre mim.
Cretina de merda.



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