Inteligência versus vaidade.

 


Todos nós possuímos estas duas características. Só que quando a vaidade ultrapassa a inteligência, normalmente faz estragos.

Hoje na reunião de Câmara assisti a muita coisa engraçada.

Primeiro:

O bebé chorão Aurélio queixou-se que não recebeu a informação da reunião de hoje, porque o Presidente Paulo Vicente tinha bloqueado o seu mail institucional.

Na primeira reunião do executivo foi dito a ambos os vereadores do +Mpm que se deslocassem aos serviços informáticos para constituírem novos endereços eletrónicos porque os anteriores teriam de ser substituídos porque já não exerciam funções com pelouros.

O Vereador Brito fê-lo, o ex-presidente recusou-se.

Agora queixa-se com as falácias e com o dramatismo habitual de que foi bloqueado.

Confrontado com este facto, insiste que não irá constituir novo endereço. Problema seu.

Segundo:

Confrontado hoje com as mentiras que tinha dito na reunião anterior acerca do 'não' uso das competências delegadas em 350.000 €, que e cito, “nunca tinha feito uso dessas competências por valores acima dos 150.000 €", calou-se. É que eram factos que comprovavam que tinha mentido grosseiramente na reunião anterior. E, como factos não se discutem, optou, por não dar qualquer resposta aos mesmos. Foi desmascarado e calou-se.

Fez bem!

Terceiro:

A excelência na gestão da TUMG é dele. A incompetente da Fátima Malesso, "uma socialista colocada na administração da empresa municipal só fez disparates". Primeiro a Fátima era funcionária do município. Alargou substantivamente as linhas de transporte e ligou as três freguesias do concelho. Os anos em que a empresa produziu prejuízo, por acaso foram os anos da covid 19. Esqueceu-se desse pormenor sem qualquer importância.

Esqueceu-se também que a despediu (sem justa causa), contratou o escritório de advogados mais caro do país e à custa da TUMG para defender o despedimento que realizou. Esqueceu-se também que essa administradora ganhou o processo em primeira instância, confirmado num acórdão da Relação de Coimbra.

Agora a empresa municipal vai ter de pagar uma indemnização à sua ex-gestora, bem como os elevadíssimos honorários desse escritório de advogados contratados.

Nunca gostei de confundir as coisas.

A Fátima Cardoso cometeu erros, conforme constam no relatório de auditoria da Deloitte. E, caso se comprovem, por eles irá responder nas instâncias próprias. Mas isso é outra conversa.

O dr. Pedro Jerónimo estava e volto a citar “arrumado a um canto na organização.”

Que eu saiba um Chefe de Divisão da Cultura, com enormes responsabilidades não se encontra “arrumado a um canto.”

O Vereador Aurélio no seu melhor!

Esqueceu-se também de dizer que quis durante dois anos consecutivos “internalizar” – palavra deveras original a empresa municipal. Depois no meio de uma Assembleia Municipal disse esta pérola:

“A TUMG dá um prejuízo anual à Câmara de ½ milhão de euros. Esta problemática dos transportes é muito complexa. Até já há municípios que equacionam alugar táxis a pedido.”

Quarto:

A devolução dos apoios autárquicos de Associações desportivas.

Apresentado o ponto e concluído pelo Presidente, pelo Vereador do Pelouro e pelo dr. Sérgio Silva em que o cerne do problema reside no Regulamento em vigor, lá vem o espalhafatoso Vereador Aurélio dizer o seguinte: “este regulamento foi aprovado por unanimidade (ou seja, com o seu voto também!), custou um dinheirão a um técnico contratado externamente e está mal feito desde início. Foi a Presidente Cidália que criou este regulamento.”

Pergunto então porque o aprovou? E se não concordava com ele porque o manteve durante quatro anos em vigor? Ainda por cima disse isto logo depois de ter ouvido o atual Presidente e Vereadores a dizer que o mesmo tem de ser alterado no imediato?

Com um ar professoral, lá permaneceu. Impante.

Quando a vaidade ultrapassa a inteligência é nisto que dá.

Não se ter a noção do ridículo depois de ter levado uma sova no decurso de toda a reunião.



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