Bombeiros da Vieira. Eleições Iminentes.
"Tu és tudo (o) que a vida não é;
o que de bom e de belo se souber deixar e não existe."
Fernando Pessoa
“Hoje, partiu um Homem Bom. Era meu primo. Era, muito mais
que isso. Dizia o Jacinto, tantas vezes, que eram irmãos. Ele, e o meu Pai.
Irmãos. Talvez tivessem sido, talvez sejam agora, que se reencontraram. Talvez.
Hoje partiu um Homem Bom. Um Homem que deixou marcas profundas na sua
comunidade. Marcas de Amor, Fraternidade. Marcas de Afetos. Hoje partiu o Homem
a quem abracei longamente, na primeira Noite de Natal, que não consegui
suportar ter ficado em minha casa. Hoje, partiu o Homem que me recebeu nessa
noite e me envolveu num abraço enorme, me encheu de beijos e me tranquilizou,
porque na falta do meu Pai, ele estava lá. Presente.”
In Praça da República, 22 – texto nº 37
Jacinto Teodósio Pedrosa.
1ª Medalha Phénix - mais alta condecoração de sempre - atribuída em Portugal pelos Bombeiros.
Profundo Homem de Causas.
Por ti, pelo meu pai, pelos meus Bombeiros, iria arriscar tentar
fazer da Associação Humanitária Bombeiros Voluntários de Vieira de Leiria, uma
enorme referência distrital.
Quando a vida nos oferece toda a tranquilidade do mundo,
aparece sempre alguma inquietude que nos atira, novamente, às chamas.
Desta vez, e muito contrariadamente, irei declinar. Porque
nunca tive feitio para ser uma figura decorativa, com base no “porreirismo”, no
fechar de olhos e no empurrar com a barriga só próprio de todos aqueles que
tudo fazem para alcançar todos os ‘contentamentos’, inexplicáveis à razão.
Nunca seria um fazedor de discursos (já fiz dezenas e dezenas deles), nunca me confinaria a receber autoridades em Paradas Solenes, para apor medalhas de antiguidade nas fardas dos nossos soldados da Paz.
Nunca me confinaria a essas pequenas vaidades, para dar (a mim próprio) e atribuir outros nomes de diretores a viaturas.
Há quem para isso viva.
Sempre houve.
Não sirvo para isso!
Quem pode dirigir uma associação bicéfala onde a Direção em
vez de gerir obedece a ordens, ditames, amuos e chantagens de circunstância
breve?
Não sou assim, nunca serei assim.
Quando um Comandante, independentemente de toda a sua enorme
competência demonstrada se afirma como voluntário e recebe uma avença mensal da
direção, para mim, transforma-se em ‘sapador’.
Pelo menos, no meu modesto entendimento.
E tantos e tantos outros manifestos interesse$ evidenciados por quem efetivamente dirige aquilo (o Comando), como nos últimos anos tem dirigido esta prestigiada Associação, cujo presidente não recandidato, quis acumular há menos de um ano, com a direção da IPSS Jardim dos pequeninos? E ainda há um mês quis ser Presidente da Junta da Vieira. Pois.
Estranha disponibilidade!
Tem um vice e uma direção de notáveis vieirenses, então fica
a pergunta: porque não asseguram agora a condução dos destinos dos nossos
Bombeiros no próximo mandato?
Fica a pergunta.
Que tal como tantas e tantas outras não têm resposta, nem
imediata, nem remota.
Com cerca de 6.000 vieirenses, porque me haveria eu de
candidatar a tão ingrato destino? Como me foi pedido?
Logo agora que vivo em tranquilidade e conforto?
Equacionei essa hipótese com manifesto interesse em voltar a
servir abnegadamente a minha terra.
Conhecidos alguns (até agora poucos, mas suficientes
detalhes), declino a minha candidatura e a construção de uma equipa soberba.
Entendam-se ou desentendam-se todos agradavelmente, porque
comigo a brincadeira tinha acabado logo e depois eu é que ficava, como se diz na
Vieira, ‘no pau da roupa’, porque quando mexemos em interesses instalados, é
sempre assim que se fica.
Sozinho.
Completamente sozinho.
Boa sorte!
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Digam o que quiserem de mim. Escrevam tudo o que se vos aprouver como anónimos de bem, porque será sempre a Vieira, no seu pior.
Tou habituado e, sinceramente, diverte-me.
É que a canalhice é sempre divertida. Embora os canalhas pensem que não.
Problema deles.
Avenças, prebendas e favores.


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