Os três Antónios.

 


Vou votar no António Filipe.

Desde que o António Costa esfaqueou sem dó nem piedade o António José Seguro, nunca mais votei no PS para as eleições legislativas enquanto esse homem esteve por lá. 

Por uma questão de princípio, de valores e, acima de tudo por respeito a mim próprio.

Hoje ouvi uma miserável prestação do Seguro numa entrevista com a Ana Lopes do ‘Público’, onde se recusou, não por pudor, mas por estratégia, a dizer que era de esquerda.

Canalha!

Quer capitalizar votos à chamada direita democrática. Esqueceu-se o Tó Zé da monumental assinatura de Mário Soares:

“Sou republicano, laico e socialista!”

Não tens perfil para nada.

Sempre acreditei em ti apesar de teres sido sempre o jovem mais velho que a JS conheceu, que até alterou os estatutos da JS para permanecer mais uns tempos na sua presidência.

O único jovem que nunca fumou um charro.

Quando estive no ISEG a estudar sempre me relacionei melhor com os comunas, porque eram gente mais divertida e culta que os PSzinhos, snobs, cinzentos e betos. Por isso fiquei amigo de gajos como o Mário Centeno, Francisco Louçã e Luís Urbano (grande amigo e presidente da Associação de estudantes).

Vou votar no António Filipe por uma questão de princípios.

Ontem o meu António dizia-me ao telefone: “os comunistas vão acabar.”

Só lhe disse que isso nunca irá acontecer, porque o ideal comunista nunca acaba, porque é o mais belo de todos. E os ideais belos não morrem nunca.

Podem haver só 10, 100, 1000, 10.000, mas aquela gente nunca termina, porque trás a razão aos ombros.

Viva o Partido Comunista Português.

Sempre.

Estou farto dos votos úteis e do politicamente correto.


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