O Zé Valada resolveu processar-me. Quer que me retrate. Chatice!
Daqui a umas horas lá vou eu para a Nazaré.
Quero aproveitar as últimas horas de sol abundante e quente
deste ano. Com os meus filhos, com a minha mulher e alguns amigos.
Mágica casa aquela que tão bem recebe e tanta felicidade
proporciona a todos os que a frequentam.
A voz do mar, seja a que horas for, transportam-me sempre
para qualquer lado maravilhoso.
Costumo dizer que as casas nunca estão prontas, porque sempre
em eterna transformação. Um quadro, uma fotografia, uma cadeira, sei lá. Nunca
conseguiremos acabar qualquer tarefa. Há sempre um cortinado, um talher, uma chávena,
um copo que faltava e se vai trazendo. Constantemente.
Regressei há pouco do lançamento do livro do Miguel Carvalho
sobre o fenómeno do partido ‘Chega’. Casa cheia. De gente atenta.
Longamente nos abraçamos. Lembrava-se de mim o Miguel quando
escreveu o primeiro volume da biografia de Lúcio Féteira.
“É pá tinhas o cabelo mais comprido naquela altura.” Foi o que me disse.
Durante esta apresentação ficou-me uma frase que proferiu:
“Como dizem os brasileiros, quem não gosta do calor, não deve
ficar na cozinha.”
Antes disso e, informalmente, soube por interposta pessoa, que
o grande José Valada me irá processar judicialmente por difamação, caso não me
retrate e não apague tudo o que deixei escrito acerca do escritor anónimo, “Comentadeiro
Eleitoral”, que pelos vistos tanto o ofendeu.
Estranha forma de reagir de um anónimo que teima em não o ter sido e irá agora, pelos vistos, apelar à justiça.
Retratar-me?
Apagar textos?
Diz lá ao teu advogado, que pode aguardar sentado e preparar
o processo.
Era o que mais faltava!
A gente vê-se, se assim o quiseres.
No Tribunal da Marinha Grande.
Só tenho pena de não o ter sabido por ti ou pelo advogado que
constituíste.
Fica aí com o meu retrato, porque com uma suposta retratação ou, como pedes, apagamento de textos meus, com isso, não ficarás.
Não sei se preferes de perfil ou de costas. Diz-me depois. Também tenho. É só procurar. Retratos meus é o que por aqui abunda Zézito.
Por agora, basta-me a serenidade da minha casa, da minha família e do mar da Nazaré que tudo consegue fazer esquecer, numa enorme felicidade, que pessoas como tu nunca conhecerão, por mesquinhas, cobardes e completamente tristes e frustradas serem.
Fraco rapazinho me saíste tu, Zézito dos tapetes.



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