As Redes Sociais. A Opinião. E o Futuro.

 


Penso ter sido em 2013, há 12 anos, portanto, que aderi a esta plataforma (Facebook). Mais tarde, em 2021, construí um bloguezeco da treta que tinha como título a morada onde vivo – Praça da República, 22 -.

Por aí fui deixando escrito tudo o que me apetecia ou pensava importante ser dito e lido.

Colossal erro, da minha parte!

Tanto no fb , como no blog, quando se escreve o que se pensa, arrisca-se muito. A transparência, autenticidade e franqueza nos dias que correm exigem muita coragem. Ou alguma réstia de loucura e grande dose de irresponsabilidade.

Se publicas coisinhas ‘fofas’, tipo fotos de filhos, dos seus putativos sucessos ou cómicas aventuras somas centenas de likes – quantos deles hipócritas -. Se, por outro lado, partilhas coisas engraçadas do teu dia-a-dia, lá vem a avalanche de risinhos cúmplices com a tua ‘imensa alegria’ partilhada. Se te referes a amarguras, como a morte de alguém próximo, aparecem (em manifesta abundância), as lágrimas solidárias com o teu sofrimento.

Se se tratarem de sucessos, aparecem em grande quantidade todos os ‘felizes’ com a tua alegria imediata.

Já se se tratarem de opiniões, a coisa, ‘fia mais fino’. Porque, até pela definição da palavra opinião, obriga sempre a que existam diversas outras. Diferentes da tua, evidentemente. E se a opinião que manifestas for ‘politicamente incorreta’, ou seja, diferente da da turba, tás tramado.

Irei dar alguns exemplos, absolutamente infelizes do que acabo de escrever, que revelam o pior da alma humana.

Os poucos exemplos que escolhi são recentes.

Todos eles recentes!

O meu filho mais novo fez um estágio NÃO remunerado na Junta de Freguesia da Vieira. Nem subsídio de refeição teve. Nem outro qualquer. Desde fevereiro até julho.

Necessitava desse estágio para elaborar um trabalho de fim de curso, no âmbito do último semestre da sua formação académica, como tantos e tantos outros que a Junta concedeu a muitos putos nas mesmas circunstâncias. Não teve nenhuma necessidade de mim para rigorosamente nada.

Foi cumprir horários, regras pré-estabelecidas e fazer tudo o que lhe fosse solicitado pela sua hierarquia.

Cumpriu com humildade, entrega e modéstia, tudo o que lhe foi pedido, até algumas tarefas completamente fora das suas competências. E, fê-las com gosto e determinação, abençoado seja o meu filho!

Uma vez, há pouco tempo, uma senhora que viveu na Vieira muitos anos, visita de minha casa, durante também muitos anos e que vive do ar, ou seja dos favore$ financeiro$ da própria filha, cruzou-se com o João no facebook e sabendo-o a viver na Vieira, perguntou-lhe, como bisbilhoteira e ressabiada que sempre foi: “estás aqui a fazer o quê?”. O puto disse-lhe que estava a estagiar na Junta. A resposta da ilustre senhora foi imediata: “uma cunha do teu pai, de certeza. Não deves estar a fazer nada!”

Isto vindo de quem nada faz, subsidiada pela filha que igualmente nada faz, porque ‘casou com um miúdo muito rico’, dá vontade de rir. Mas é a vida, no seu melhor!

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Agora, a trabalhar no Intermarché, o João encontrou um ex-funcionário da Câmara que me conhecia pelo Facebook, dirigiu-se ao puto e logo lhe perguntou: “tu és filho do Rui António, não és? Aquele que esteve na TUMG, filho do Armando Teodósio? O teu pai tem muitos problemas psiquiátricos e é um bêbado, sabias? Parece que agora vive na Nazaré.”

Isto foi dito ontem, ao meu filho mais novo, assim de repente, na cara dele, por um tipo que eu tenho imensa pena de não saber (ainda) quem é. Porque vou saber. É que estas coisas, mesmo se de verdades se tratassem não se dizem a um filho. E, seja lá ele quem for, terá de as 'tentar' repetir todas na minha frente. Disso pode ter a mais absoluta certeza! Demore o tempo que demorar a encontrar tão simpática figura! 

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Os foliões do carnaval da Vieira, resolveram colaborar com a Câmara da Marinha Grande prestando-se ao ridículo de realizar uma novidade de calendário, agora conhecida por ‘Carnaval de Verão’. Achei e acho esta atividade uma saloiada sem tamanho. Seja na praia da Vieira, seja onde for e fiz um post sobre isso mesmo.

“doutor frustrado”. Assim me apelidou um dos participantes, por ter ousado manifestar uma opinião diferente da sua. Opinião corroborada e 'gritada' pela esposa, grande defensora da sua praia, como se isso fosse argumento. Enfim.

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No passado sábado foi apresentado o livro “Vieira do Liz, poemas, rimas e versos” por ocasião do quadragésimo aniversário da elevação da aldeia da Vieira a Vila.

Uma das participantes no referido livro (com textos eminentemente contemplativos) e por feliz coincidência, a única cujas obras entregues foram integralmente reproduzidas (todas, sem qualquer exceção) publicou no facebook o que se segue:

A par com a comemoração do 40⁰ aniversário de elevação de Vieira de Leiria a vila, ocorreu na junta de freguesia a apresentação de um livro com poemas rimas e versos, de alguns dos vieirenses! A meu ver, poderia ter muito mais páginas se estivéssemos mais focados na contemplação ao invés de estarmos mais disponíveis a todo um ruído externo que só os mais atentos conseguem ignorar!”

Tive outra experiência inesquecível no passado sábado com uma senhora que entregou 5 textos, tendo sido publicados "apenas" 4. Veio queixar-se, de uma forma quase agressiva, por não aparecer no seu máximo esplendor. Expliquei-lhe que o grande José Loureiro Botas (que nem sei se leu) de um livro inteiro, só aparece em 3 versos. 

Nada a consolava.

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'O sublime' manifesta-se quase sempre por pessoas simples, modestas e tranquilas. A antítese da vaidade, dos vaidosos e dos ridículos de todas as circunstâncias.

São estas e outras atitudes que concorrem para que tenhamos vontade de nos afastarmos de tudo. 

A esmagadora maioria das pessoas são muito complicadas, ingratas e assaz presunçosas!

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Nesta vida, todos fazemos política. De uma forma ou de outra, todos fazemos política. 

Alguns com a melhor das intenções, até porque, quer queiramos quer não, a política é a mais nobre das atividades humanas. 

Em tempos eleitorais, alguns, lá vão fazendo a sua campanhazinha.

O, ainda presidente, Aurélio veio à Vieira nessa tarde a essa Sessão Solene, fazer a sua barata propaganda eleitoral. É natural e nada surpreendente, vindo de quem veio.

Já eu, disse, no local certo, o que sinto dever ter sido dito, em defesa da minha freguesia, dos seus justos interesses repudiando todos os esquecimentos a que temos sido votados.

Voltaria a dizer tudo.

Seguramente!

Li uma estranha publicação no facebook de um intelectual, que como todos os da sua espécie, até são boa gente, que agridem sem saber que agridem, quando nos confundem a todos como "cretinos e cínicos". Não é por mal, bem sei. É apenas pela sua sublime forma de ser, estar, sentir e pensar as coisas. Faz parte deles. O excesso de sabedoria e conhecimento dá nisto por vezes! Escrever coisas, que nós, vulgares medíocres e medianos poderemos entender da forma errada. Não liguei. Aliás, estou há muitos anos habituado a este tipo de comportamentos. Já não ligo. Faz parte!

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O silêncio, revela-se enfim, quase sempre a melhor das posturas. Razão teve sempre o meu pai neste aspeto. Só que, para o velho Armando Teodósio, o silêncio, nunca se  confundiu nem com a ausência de coragem e de princípios. Apenas desprezo, por tudo o que e por quem desprezível é.

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Hoje, ... a Nazaré, para mim, é a melhor das terras e o seu mar, o melhor dos mares. Os meus filhos, a minha mulher, a Lígia e nove ou dez Amigos a melhor e única companhia. 

O resto? Como disse ontem, ... não passa disso mesmo. Do resto. Do que nada conta nem nada vale. Porque o resto é o resto e nós, todos nós, somos muito maiores e melhores do que tudo isso!

No que respeita à minha sagrada Vieira, fica a memória, a saudade dum tempo que já não vem e ainda a esperança de que um dia, para os meus filhos, volte a ser a melhor das terras. 

Com elevação, com inteligência, com sonho e com enorme luta para se desejarem atingir novas e melhores paragens.

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Foi tudo isto que o glorioso facebook publicou a meu respeito nos últimos dias.

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Viva o Carnaval em julho, o Natal em agosto e o raio que vos parta a todos.

Depois de 8 anos seguidos de desprezo e erradas escolhas e conhecidos os resultados das últimas eleições autárquicas, e Vieira revoltou-se e renasceu. Só foi pena que a diferença de votos no Partido Socialista para a Câmara e para a Junta tivesse impedido a construção de um executivo municipal com maioria absoluta, se bem que, nunca gostei de maiorias absolutas monopartidárias e tenho esperança que a serenidade democrática prevaleça e permita construir um executivo à esquerda.

Tenho mesmo esperança no bom senso e na sabedoria do Partido Comunista da Marinha Grande. 

Com pelouros importantes e colaboração ativa nos destinos do nosso concelho.

Porque a fascistaria de direita com 3 eleitos não interessa. 

Rigorosamente para nada.

O Futuro agradece!

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