Ficam as Perguntas.
“Temos é que amar cada vez mais a vida. E a tê-la cada vez
mais ampla e a fazermos tudo na nossa pequena área ou na nossa área maior para
que ela assim seja, para ver se as pessoas se despem desse pessimismo. Se andarmos
vivos na vida, ao passo que a maior parte da gente se faz de morto, para que a
vida não os agrida; andando vivos na vida, cheguemos a ter um entusiasmo
comunicativo a nós próprios sempre, e, comunicativos, contagiosos, para todos
aqueles que connosco lidarem.”
Agostinho da Silva. ‘Conversas Vadias’.
Entrevista com Herman José. 25 janeiro 2012
Num tempo de pequenas/grandes
hipocrisias, estas palavras sábias, ditas por um velho culto, vivido, com
lastro, profunda e desconcertantemente democrata, pergunto-me: ‘o que diria
agora o Professor Agostinho da Silva da guerra na Ucrânia, de Trump, do ‘povo
escolhido de Israel’, do genocídio em Gaza, do Ventura, de Montenegro e da
Spinumviva, de Carlos Moedas em Lisboa, do Aurélio na Marinha Grande, do novo
logo do município e da empresa de comunicação e do seu intelectual ressentido que
lhe faz a campanha na sombra das moitas e do Zé dos Tapetes que só sabe
comunicar a coberto do anonimato (apesar de ter uma licenciatura em comunicação), com ódio, com fel,
com inveja e ressentimento?'
Pergunto-me.
Apenas isso!



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