Aurélio, o Moralista!

 

Nunca fui lacaio de ninguém. Nem de pessoas, nem de partidos. Embora haja sempre quem me julgue de outra forma. Porque sou leal aos meus amigos, às minhas ideias ou a princípios inabaláveis, que, modestamente, julgo possuir.

Apesar de, na altura militar no Partido Socialista, nunca votei em António Costa. Como o tempo demonstrou, tinha razão!

Há quatro anos, não votei na lista encabeçada por Curto Ribeiro, nem, tão pouco, na lista encabeçada por Cidália Ferreira. Votei na CDU para esses órgãos autárquicos. Até hoje nunca me arrependi!

Muito criticado fui eu nessa altura. Apenas por me recusar fazer parte do rebanho. Isto de se pensar pela nossa cabeça, trás sempre alguns dissabores. Dissabores menores, cumpre dizer. Mas é o preço que se paga, pela independência e pela liberdade.

Vivemos neste concelho durante oito anos seguidos com três realidades em simultâneo:

Todos os orçamentos votados negativamente pelo Mpm;

Perseguição e desconfiança permanente a todos os atos de gestão camarária, até os mais discretos e comezinhos;

Estado de constante achincalhamento a todas as escolhas e opções de investimentos públicos, como se quem tinha vencido democraticamente as eleições fosse caracterizado por escolhas ridículas e sem qualquer sentido.

Foi este o Legado de Aurélio Ferreira, naqueles ‘loucos oito anos’ de frenesim propagandístico, que, em certa medida, contribuiu decisivamente para a vitória eleitoral de 2021.

Exemplifico com um detalhe muito revelador, o carácter deste presidente, que em 2016 pôs em causa a legitimidade de um ajuste direto de …. pasme-se (!) 14.000 €, para a substituição do chão do pavilhão desportivo da Escola Nery Capucho.

Como seria espectável, foi produzida imediatamente uma queixa ao Ministério Público, pelo então presidente Paulo Vicente, onde o dito foi dado por não dito, pelo vereador Aurélio, com a justificação de que “eram coisas naturais da política”, num assomo argumentativo próprio dos cobardes desta vida, quando confrontados num inquérito da PJ.

Processo devidamente arquivado!

Arquivado depois de calúnias escritas e subscritas por um homem que se diz sério e rasga as suas vestes agora quando põem os seus critérios em causa, quando gasta dinheiros públicos numa aquisição de serviços para lavar a imagem gráfica da Câmara, por 60.000 € ou na rotunda do vidreiro, com a colocação de 3 árvores  e um pequeno monte de terra por outros 60.000 €.

Proibiu a Junta de Freguesia da Vieira de realizar e pagar a requalificação de 3 arruamentos. Decorridos 3 anos, arranjaram não 3, das três ruas previstas, mas apenas UMA, sem as valências propostas, orçamentadas e aprovadas (a expensas da própria Junta), mas apenas uma, gastando mais 30.000 €!

São apenas três pequenos exemplos onde o esbanjamento de dinheiros públicos foi feito por este homem e o executivo a que ainda preside.

Quando se gastam dinheiros públicos, mexe-se com o dinheiro dos outros. Neste caso, estivemos durante 4 anos com um senhor que à frente dos destinos do município, não sabe, porque não conhece, o significado da palavra Res Publica, ou seja, “o respeito pela coisa pública”.

Dêem-lhe novamente o vosso voto, andem com aqueles sacos de propaganda que uma empresa de comunicação lhes ‘esgalhou’, e depois, não se queixem.


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