O Sol de Lisboa

 


Por vezes, o Sol basta.

Este domingo em Lisboa foi assim.

De entre tantas imagens belas que retive, esta talvez consiga dizer tudo.

De uma cidade e de um domingo inesquecível,

Com uma paz enorme e absolutamente intensa.

Esta ‘janela’ foi roubada ao Cais do Terreiro do Paço.

Uma vez, com vinte anos prá ai, vinha com o Alfredo João, de carro para casa numa sexta feira assim com Sol por todos os lados. Vínhamos calados, de carro, devagarinho. Os dois, calados. Passamos por aqui e o “Velho” só diz isto, baixinho como quem fala consigo mesmo: “Se este rio estivesse noutro país, endeusavam-no!”

Foi desse raro momento (os dois calados), que me lembrei no domingo quando tirei esta fotografia.

Passaram trinta anos, e, finalmente, o Tejo, Lisboa, o Sol, o Terreiro do Paço, começaram a deixar de ser profanos para se irem tornando, ... aos poucos, ... sagrados e divinos

Novamente.

Aos olhos de todos os que por lá estão, 

Que por lá passam e

Que por lá sonham!

A janela, o cais, essa memória, o barquito com a vela desfraldada, o rio … esse rio que é mar, a outra margem, sei lá mais o quê, tornaram o meu domingo sublime.


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